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Autárquicas: primeiros candidatos começam a ser conhecidos a um ano das eleições

Diário Digital

 

11-10-2016

Autárquicas: primeiros candidatos começam a ser conhecidos a um ano das eleições.

 

A um ano das eleições autárquicas de 2017, os partidos começam, lentamente, a definir as suas estratégias locais e são conhecidos os primeiros candidatos. Os eleitores vão ser chamados a votar nas décimas segundas eleições autárquicas após o 25 de Abril, tendo as anteriores, em 2013, decorrido logo após a reorganização territorial das freguesias, que levou à redução de mais de um milhar destas autarquias locais, para 3.092, em 232 dos 308 municípios do país. Os grupos parlamentares do PCP e do Bloco de Esquerda apresentaram, entretanto, projetos de lei para a reposição das freguesias, com consulta às populações, a tempo das autárquicas de 2017, enquanto o PS prefere a avaliação da reforma e mais competências para as autarquias após o ato eleitoral, na linha do que preconiza o Governo. Por iniciativa do ministro-Adjunto, Eduardo Cabrita, foi constituído um grupo técnico, com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e Associação Nacional de Freguesias (Anafre), para definir, até novembro, critérios da avaliação da reorganização das freguesias. Se o tempo para a reposição de freguesias começa a escassear, as estruturas locais partidárias já iniciaram os processos para escolha de candidatos. A coordenadora autárquica do PS, Maria da Luz Rosinha, explicou que o trabalho dos autarcas socialistas "justifica a confiança na recondução, mas mesmo assim a expectativa será ganhar mais algumas" autarquias. "Agora, esperamos continuar a ter a presidência da ANMP e da Anafre", frisou a deputada socialista. O coordenador autárquico do PSD, Carlos Carreiras, também assumiu como objetivo "ter o maior número de freguesias e de concelhos", ou seja, "ganhar a presidência da ANMP e da Anafre". O também presidente da Câmara de Cascais adiantou que "nos casos em que possa haver convergência com as candidaturas ditas independentes, a regra é que o candidato seja indicado pelo PSD, embora possa ser como independente". Podem estar nessa situação os antigos autarcas sociais-democratas Marco Almeida, vereador independente em Sintra, e Paulo Vistas, presidente da Câmara de Oeiras, eleito pelo movimento IOMAF (Isaltino, Oeiras Mais à Frente), que se recandidata recetivo a "apoios de todos os partidos". "Eu serei candidato independente e a candidatura, seja em que modelo for, terá sempre a designação Sintrenses com Marco Almeida", disse à Lusa o antigo vice-presidente de Sintra, em negociações com outros movimentos partidários e cidadãos. Entretanto, a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, anunciou que vai concorrer à câmara da capital em 2017, sem esperar pelo PSD, que ainda não divulgou o candidato para Lisboa. No distrito de Lisboa, também o presidente da Câmara de Alenquer, Pedro Folgado (PS), já anunciou a sua recandidatura. Já no Porto, a Concelhia socialista aprovou, "por unanimidade, o início do processo de diálogo formal" com o presidente da câmara, "tendo em vista a continuidade do atual acordo político nas eleições autárquicas de 2017". O independente Rui Moreira conquistou a autarquia com o apoio do CDS-PP, entregando pelouros a vereadores do PS após as eleições. Por seu turno, o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, o socialista Eduardo Vítor Rodrigues, mostrou-se disponível para "governar a cidade por mais quatro anos". Orlando Cruz, de 64 anos, também concorre em Gaia, como independente pelo Partido Unido dos Reformados e Pensionistas (PURP). Já o antigo presidente socialista da Câmara de Matosinhos entre 1977 e 2005, Narciso Miranda, anunciou que volta a concorrer ao cargo como independente. As concelhias do PSD e do CDS-PP de Mogadouro aprovaram a candidatura de Manuel Cordeiro àquela câmara do distrito de Bragança, após o PS local já ter indicado a recandidatura do atual presidente, Francisco Guimarães. Por seu turno, a estrutura do PS de Vinhais aprovou a candidatura de Luís Fernandes, vice-presidente da câmara, para substituir o atual presidente, Américo Pereira, que atingiu o limite de mandatos. O presidente da distrital de Portalegre do CDS-PP, Tiago Abreu, será candidato à Câmara de Elvas, também disputada pelo antigo presidente socialista do município, Rondão Almeida, que agora corre como independente. No Algarve, a concelhia do PS de Vila Real de Santo António já anunciou que António Murta, antigo presidente da câmara entre 1985 e 1993 e de 1997 a 2005 vai liderar a candidatura socialista à autarquia algarvia em 2017. Diário Digital com Lusa

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