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Easyjet diz que alteração ao subsídio de mobilidade obrigará a cancelar rota para a Madeira

PÚBLICO

 

07-02-2020

 

Easyjet diz que alteração  ao subsídio de mobilidade obrigará a cancelar rota para a Madeira

 

A Easyjet diz que o novo modelo de subsídio de mobilidade da Madeira, aprovado no âmbito do Orçamento do Estado para 2020, “forçará a companhia a interromper as suas rotas domésticas actualmente existentes” entre o arquipélago e o continente português.

A transportadora aérea britânica afirmou ontem, em comunicado enviado às redacções, que não conseguirá “implementar as mudanças inerentes” à alteração agora efectuada, no âmbito de uma proposta de alteração ao OE apresentada pelos deputados do PSD-Madeira.

Até aqui, o valor pago a mais por um bilhete aéreo por parte de um residente na Madeira (ou equiparado) era depois reembolsado, após a entrega de vários documentos. De acordo com as regras ainda em vigor, o direito ao reembolso ocorre quando o custo do bilhete é superior a 86 euros no caso de residentes e a 65 euros no dos estudantes que viajem entre esta região e o continente.

As novas regras estipulam que o viajante passe a pagar desde logo apenas o valor de que tem de ser desembolsado enquanto residente, anulando assim o pagamento total do bilhe te no momento da compra e o respectivo reembolso.

A empresa diz que não consegue “aplicar tecnicamente” as medidas na “ferramenta para a compra e venda de bilhetes online”. Esta engloba “um universo de 1100 rotas, não permite um regime de excepção de um dia para o outro e não tem como fazer prova”, refere a Easyjet, de que se está “a vender o bilhete a um residente madeirense”.

A transportadora, que garante assegurar “uma maior concorrência e disponibilidade de tarifas mais baixas para todos”, operando a ligação entre a Madeira e o continente desde 2008 (além da rota internacional), diz que vai analisar com as suas equipas jurídicas e de regulação “todos os detalhes relacionados” com a altera- ção. Actualmente, apenas a Easyjet e a TAP fazem voos regulares entre a Madeira e Lisboa. Entre Porto e Funchal opera também a Transavia.

A proposta dos deputados do PSD-Madeira para a revisão do subsídio mereceu o apoio da restante bancada.

CDS, BE, PCP, Chega e Joacine Katar Moreira (deputada não inscrita) votaram também a favor; só o PS e a Iniciativa Liberal (IL) estiveram, num primeiro momento, contra. Depois das reacções na Madeira, com o PSD a falar de uma vitória, o PS recuou, alterando o voto. Também a IL acabou por mudar o sentido da votação, com o deputado João Cotrim Figueiredo a justificar depois que tinha havido um erro.

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